sábado, 18 de dezembro de 2010

À espera

Não to direi de minha aflição.
À espera, contemplo sem reservas a figura singela em minha mente.
Como disse-te antes, turbilhão!
Tudo a seu tempo.
Sigo tentando alcançar o ponteiro do relógio.
Quanto mais passa, mais tempo!
Quanto mais tempo passa, menos tempo tenho.
Para falar-lhe d'um universo onde as palavras vão sumindo...
uma a uma, como negando-se em se tornarem reais.
Como se o mundo de sonhos fosse o único lugar possível para expressá-las.
Que sairá de minha boca?
Talvez um beijo.
São 20:47 e as horas passam.

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